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7 de dezembro de 2016

Eu já quis tocar violão!


Adolescência é uma época difícil, né? É gente tentando agradar os pais, os professores, o crush, se agradar e ainda se rebelar. É tudo tão confuso.

Quando eu estava na escola não me encaixava em nenhum grupinho. Populares, rockeiros, funkeiros, nerds... Mas, a minha solidão não durou muito tempo, porque eu não era o único que não se encaixava, então nos juntamos e durante todos os anos nós formávamos o grupinho dos desajustados.

Conforme o tempo foi passando acabei me enturmando com outros grupos: os alternativos. Naquele tempo, não sei se ainda continua, era moda menino tocar violão para impressionar. Era fofo, era popular e alternativo. Quem não ia querer participar dessa?

Meu tio (músico) tinha um violão em casa, infernizei a vida dele que queria emprestado e que devolveria quando comprasse o meu próprio. Com um DVD de aula eu comecei a estudar, não duraram dois dias, o violão foi pra cima do guarda-roupa, não adiantava o quanto eu tentava, aquilo não era pra mim. Eu sabia disso.

Aí surge a pergunta: vale a pena tentar impressionar pessoas, só pra se encaixar em um grupo que você, naturalmente, não pertence?

Agora eu tenho um violão, nunca o toquei e sinto o maior prazer de não ter me encaixado naquele grupinho. 

19 de agosto de 2016

Sobre Fotografia

Já falei aqui que um dos cursos que pensei em fazer foi Fotografia, lembram? Pois é, hoje é o dia da Fotografia, então quis fazer essa pequena postagem sobre ato de capturar imagens, mas antes um adendo: não haverá nada de profissional nesse texto, mesmo porque não sou, é um texto sobre o meu gosto e sobre o que eu espero aprender daqui pra frente.
Eu sempre gostei muito de tirar fotos, antigamente eram mais autorretratos do que qualquer outra coisa, talvez um pouco egocêntrico? Talvez, muito. Nunca fotografei profissionalmente, mas sempre tive uma grande curiosidade de como usar uma câmera, como editar fotos e etc. Quando eu passei por toda a turbulência de encontrar um curso perfeito, eu pensei em fotografia exatamente por isso. Para vocês terem uma ideia, quando, no meu trabalho, tiveram que tirar fotos de todos os funcionários não pensei duas vezes antes de pedir implorar para que fosse eu a fotografar.
Era, acredito eu, a primeira vez que segurava uma câmera profissional por muito tempo e mais: eu tirei fotos com ela! Claro, ela já veio toda configurada pelos donos dela, para não ter problemas na hora da execução, mas mesmo assim a experiência foi incrível. Depois disso só tirei fotos com celulares e uma câmera velha que tenho em casa. Contudo, ainda curto muito a ideia de capturar uma cena que talvez nunca mais se repita.
Quando entrei no curso de Jornalismo, não esperava receber dicas de fotografia logo no primeiro semestre, devido ao trabalho que tivemos que tirar uma foto autoral, acreditava que as aulas sobre o assunto seriam tratadas mais pra frente. Porém em uma das aulas o professor falou sobre composição de foto, enquadramento, luz e edição, o que nos deu uma base para realizar uma foto coerente e uma grande curiosidade para saber mais. Espero que nos próximos semestres tenhamos mais matérias que englobem a fotografia.
Enfim, aqui vão algumas fotografias, mas aviso de antemão, não esperem fotos dignas de prêmios, pois como eu disse: ainda sou um amador. 





15 de fevereiro de 2016

O processo até escolher Jornalismo.

Você já ficou com dúvida entre duas coisas? Acredito que sim, afinal é muito difícil a gente ter sempre certeza das nossas escolhas. Como diz a escritora britânica J.K. Rowling em seu romance adulto, Morte Súbita: “Escolher é algo perigoso: quando escolhemos, temos que abrir mão de todas as outras possibilidades”. Agora, se coloque na cabeça de um jovem, de 20 anos, que tem interesses diversos, que acabou de sair de uma faculdade e não consegue ficar sem estudar algo por muito tempo. Um leque se abre na frente dele, e as opções se tornam muito mais difíceis de escolher.
Quando eu tranquei a matrícula na faculdade que eu cursava Gestão de TI, eu saí de lá confiante que iria fazer Jornalismo, que era o curso que eu já tinha desistido tantas vezes e que sempre voltava pra mim. A mente inquieta não permitiu que fosse tão fácil assim. De repente, começaram a chover vídeos no YouTube sobre diversas coisas que eu queria muito fazer: fotografia, cinema, letras... Todas as opções que eu já tinha considerado, aparecendo novamente, em um momento em que eu estava livre. Eu poderia escolher qualquer coisa!

Aqui estão alguns vídeos que me fizeram começar a duvidar do que eu realmente escolheria:
  • O que é Direção de Fotografia? (Cinematography) – Lully de Verdade


A Lully é formada em cinema, e no canal dela você pode encontrar muito conteúdo sobre a área e sobre filmes em geral. Tem várias dicas de filmes e coisas geek/nerd. Esse vídeo, em especial, deixou a pergunta martelando na minha cabeça: “Será que eu não deveria fazer Cinema?”
  • Piloto (Como comecei, Fiz algum curso, Dicas pra quem ta começando) – Tom Rodrigues (Aredead)

Tom é fotografo e tem uma história parecida com a minha: saiu do curso de TI e deu uma reviravolta na vida. Ele faz ensaios de vários youtubers, e as fotos dele são muito boas. Daí eu comecei a questionar meus gostos, será que na verdade eu gostava mais de fotografia?

Mas, por que Jornalismo, Mateus?
Bom, primeiramente, querendo ou não, Jornalismo abrange todas as coisas que eu gosto. Eu vou precisar escrever – basicamente o tempo inteiro – e tem o fotojornalismo, que não chega a ser a mesma coisa, mas que serão basicamente noções iguais de conhecimento. E claro, não é como fazer um filme, mas pelo menos terei conhecimento de rádio e TV que vai me ajudar a produzir meus próprios vídeos. Outra coisa que me cativa muito, é o interesse que o Jornalista tem que ter, a busca por novidades e notícias o tempo todo, sem contar que toda hora você tem que ler alguma coisa, seja um texto teórico, uma reportagem ou livros atuais para se inteirar do que está acontecendo no mundo (coisas que eu gosto bastante). E, ainda que seja uma ilusão, o Jornalista sempre tem vontade de mudar o mundo.
Então, basicamente, a mudança de curso foi um processo árduo que me mostrou que sim, eu realmente quero cursar Jornalismo.