19 de agosto de 2016

Sobre Fotografia

Já falei aqui que um dos cursos que pensei em fazer foi Fotografia, lembram? Pois é, hoje é o dia da Fotografia, então quis fazer essa pequena postagem sobre ato de capturar imagens, mas antes um adendo: não haverá nada de profissional nesse texto, mesmo porque não sou, é um texto sobre o meu gosto e sobre o que eu espero aprender daqui pra frente.
Eu sempre gostei muito de tirar fotos, antigamente eram mais autorretratos do que qualquer outra coisa, talvez um pouco egocêntrico? Talvez, muito. Nunca fotografei profissionalmente, mas sempre tive uma grande curiosidade de como usar uma câmera, como editar fotos e etc. Quando eu passei por toda a turbulência de encontrar um curso perfeito, eu pensei em fotografia exatamente por isso. Para vocês terem uma ideia, quando, no meu trabalho, tiveram que tirar fotos de todos os funcionários não pensei duas vezes antes de pedir implorar para que fosse eu a fotografar.
Era, acredito eu, a primeira vez que segurava uma câmera profissional por muito tempo e mais: eu tirei fotos com ela! Claro, ela já veio toda configurada pelos donos dela, para não ter problemas na hora da execução, mas mesmo assim a experiência foi incrível. Depois disso só tirei fotos com celulares e uma câmera velha que tenho em casa. Contudo, ainda curto muito a ideia de capturar uma cena que talvez nunca mais se repita.
Quando entrei no curso de Jornalismo, não esperava receber dicas de fotografia logo no primeiro semestre, devido ao trabalho que tivemos que tirar uma foto autoral, acreditava que as aulas sobre o assunto seriam tratadas mais pra frente. Porém em uma das aulas o professor falou sobre composição de foto, enquadramento, luz e edição, o que nos deu uma base para realizar uma foto coerente e uma grande curiosidade para saber mais. Espero que nos próximos semestres tenhamos mais matérias que englobem a fotografia.
Enfim, aqui vão algumas fotografias, mas aviso de antemão, não esperem fotos dignas de prêmios, pois como eu disse: ainda sou um amador. 





28 de julho de 2016

Finalizando o Semestre: Parte 2 (Última)

Todo mundo aqui sabe como é tenso ser avaliado, mesmo quem não está em uma faculdade, todo mundo teve que provar o seu conhecimento para professores, instrutores, instituições e por ai vai. Desde uma prova de ensino fundamental até uma prova de concurso público, é sempre difícil esperar o resultado.
Pois bem, estou cursando Jornalismo e comigo isso não seria diferente.  Fui bem nas matérias, sabia o conteúdo, mas fiquei doente de tão tenso e minha vida virou um caos na minha vida. Nunca tinha realizado uma prova com febre e dor no corpo, saí da sala jurando que tinha colocado tal resposta e quando recebi a prova não tinha acertado nada! Aí é correr atrás do prejuízo, estudar pra confirmar que sabia mesmo e realizar a prova final. Mesmo assim fiquei tenso. A professora corrigiu as provas na hora e só falou as notas quando todo mundo acabou. Eu passei, em todas as matérias!
Não consigo pensar em nenhuma dica para se preparar para provas, caso você seja uma pessoa ansiosa e fique tensa na hora, eu poderia tentar um “fique calmo”, mas todo mundo sabe que isso não funcionaria, então o que eu posso dizer é: crie um grupo de estudos, converse com seus amigos, reprisem a matéria toda, veja vídeos sobre a matéria (foi o que eu fiz na avaliação final), assim você consegue mais confiança de que sabe o conteúdo e não precisa ficar com medo, ok?
Nesse semestre eu já senti na pele o que é jornalismo. No final de uma aula, um professor disse que seria parte da banca dos trabalhos do terceiro semestre de Publicidade e Propaganda, e que os grupos do primeiro semestre de Comunicação Social deveriam realizar a cobertura do evento. Nossos grupos são mistos, então funcionou assim: quem era de jornalismo tinha que entrevistar e criar um texto acerca do evento, quem era de publicidade, deveria tirar fotos dos trabalhos. No meu grupo, apenas eu sou de Jornalismo. Em resumo, fui jogado aos leões e tive pouco tempo para me preparar.
Não fazíamos ideia do que eram os trabalhos que seriam apresentados, quando chegamos lá vimos stands de filmes e DVDs e alunos bem nervosos. O professor explicou que esse era o Projeto Interdisciplinar do terceiro semestre de PP, cada grupo tinha que criar e divulgar um DVD para a banca. A hora chegou! Peguei meu bloquinho de notas, escrevi umas perguntas base (as que o professor queria que fossem respondidas no texto a ser criado) e fomos para a luta! O melhor da situação é que estávamos tão apreensivos quanto os alunos que apresentavam o trabalho, então ajudávamos uns aos outros e assim as perguntas foram respondidas e os trabalhos apresentados.
Fomos percebendo que os grupos da nossa sala perguntavam coisas básicas para cada um e iam embora, enquanto nós víamos o material exposto, dávamos opiniões e gravávamos a conversa para ficar mais fácil de criar o texto. Por fim, sobrou apenas o meu grupo, os do terceiro semestre e a banca, não perdemos a oportunidade de fazer algumas perguntas para os professores da banca também. Após tudo isso, criamos o texto, escolhemos dez fotos e entregamos ao professor. Ainda não sabemos qual dos textos ele vai escolher para colocar no blog da faculdade, porque vai ser um projeto futuro, mas ficamos bem orgulhosos do nosso.
O que eu tirei dessa situação toda? Eu estou certo da minha escolha para o futuro. Estar ali, frente a frente com pessoas que não faziam ideia de quem éramos e vice-versa, decidir as perguntas de última hora... Viver o jornalismo, mesmo que dessa forma tão simples e segura, foi uma das experiências mais incríveis que eu tive nesse primeiro semestre. Uma experiência que vou levar como base por um bom tempo.

20 de julho de 2016

Finalizando o Semestre: Parte 1

Sei que esse blog está cheio de teias, vamos limpá-las enquanto conto pra vocês o que aconteceu no final do meu semestre? Ok, vamos lá.  Bom, não tenho escrito porque primeiro minha vida ficou uma loucura na faculdade: trabalhos, provas, apresentações, atividades extras... Aí acabou o semestre e meu trabalho aumentou muito, eu geralmente escrevo quando termino o que eu tenho pra fazer, mas eu nunca terminava. Enfim, a questão é que aqui estou e como eu já tinha planejado vou criar duas postagens sobre o final do semestre na faculdade, as coisas que eu mais curti fazer, os trabalhos que eu mais gostei de apresentar e etc.
Primeiro houve o ENCOM (Encontro de Comunicação), semana com uma série de palestras sobre Rádio e TV, Jornalismo e Publicidade, contudo consegui ir apenas em três dias do encontro. Não era obrigatório você ir à palestra do curso matriculado, por isso eu acabei assistindo apenas uma de Jornalismo, que foi a que mais me interessei, depois deixei os outros dias para Rádio e TV, que não me instigaram tanto.
Na palestra de Jornalismo, César Galvão falou sobre a vida do Jornalista Investigativo. Durante a palestra, ele citou várias experiências e apresentou algumas reportagens. Ao contrário da minha experiência com o jornalismo ambiental, o investigativo me atraiu muito, não que o ambiental não seja importante, mas o investigativo combina comigo em muitos pontos. Imagino como deve ser a sensação de revelar uma fraude, desvio de dinheiro, reportar crimes planejados, estar perto do perigo e ainda apresentar ao mundo a verdade.
O jornalista que segue essa vertente tem que ter um quê de Agatha Christie e seu personagem, o detetive Poirot, tem que ter um bom networking para conseguir informações importantes para a resolução do caso. Cesar Galvão disse que graças às suas filmagens já arranjou problemas com a polícia, mas também conseguiu ajudá-los em casos onde as únicas provas eram suas filmagens. Por tudo isso, jornalismo investigativo está na minha lista de possibilidades, sei que há muito que conhecer desta e de outras vertentes e não vou parar de pesquisar e assistir a palestras sobre as mais diversas áreas.
Outro ponto importante desse semestre foram os trabalhos. Eu sempre preferi trabalhos que dessem liberdade criativa para os alunos, por isso, um dos trabalhos de destaque foi sobre o surgimento do Rádio e da TV, a professora nos deu autonomia para escolher a forma de apresentação, desde que mostrássemos os pontos principais das duas potências em poucos minutos. Começamos a pensar numa forma diferente de apresentar, decidimos fazer uma cena em que apresentadores de TV começavam a falar sobre o surgimento de cada meio de comunicação e de repente, uma transmissão de rádio dos anos 20 interferia na apresentação. Na confusão os apresentadores saíam e só voltavam quando a interferência era cortada. Com essa apresentação, conseguimos aprender muito mais sobre a história dos meios de comunicação, e a professora gostou muito, pois conseguimos abordar todo o assunto sem ficar muito chato.
Em outro trabalho, que foi a base do semestre, tivemos que ler dois textos e criar um artigo de opinião. Foi uma tarefa bem difícil, os textos eram bem técnicos e as nossas opiniões divergiam muito, então, quando enfim conseguimos nos decidir quais pontos defenderíamos, veio outra parte muito complicada: canalizar e escrever. Eram tantas as opiniões, que por várias vezes o texto ficava digressivo. Ainda bem que tivemos o suporte das professoras de Leitura e Produção de Texto, porque senão, o artigo teria virado um texto muito chato. No fim a gente curtiu muito o resultado e conseguimos apresentar o trabalho para toda a sala sem maiores problemas. Clique aqui para ler o artigo.
Bom pessoal, essa foi a primeira parte do final do semestre, na próxima, vou abordar uma atividade extra que tivemos que realizar e as provas. Mas, me contem como foi o final de semestre de vocês? Ainda estão curtindo a escolha que fizeram? Não deixem de comentar. 

27 de abril de 2016

Projeto Música Através do Mundo

Música para mim é quase sagrada. O problema é que, aqui no Brasil, somos muito influenciados por músicas americanas e inglesas. Nem mesmo as nossas músicas nos influenciam tanto quanto os artistas internacionais. Sofro muito pra encontrar uma banda brasileira com letras legais, uma melodia que me atraía e que a personalidade do artista não estrague tudo isso, depois farei uma postagem sobre as minhas bandas brasileiras favoritas.
Enfim, pensando nisso e desejando coisas novas, decidi começar um projeto com bandas de países por todo o mundo, alguns meses atrás. Peguei uma lista no Google de bandas divididas por países e pronto, cada dia eu sorteava uma, escutava o último álbum lançado e dependo da minha exigência no dia, ele entrava ou não para uma lista que fiz no Spotify com uma amiga que participou do projeto.
Passamos por várias bandas esquisitas e outras muito legais, não encontramos algumas, outras foram muito difíceis de suportar e desistimos (desculpa, Egito!). Percebemos que mesmo em países com outras línguas nativas, as bandas que cantam inglês prevalecem, e às vezes isso nos fazia sortear outra banda (já que o intuito do projeto era descobrir coisas novas!). Agora o projeto já acabou, estou me sentindo meio órfão e daqui um tempo vou começar outro, mas hoje eu separei cinco bandas, escolhi uma música de cada para vocês descobrirem.

Kabul Dreams
Kabul Dreams é uma banda do Afeganistão de indie rock e rock n' roll. Foi a primeira banda e não poderíamos ter começado melhor, conquistou logo de cara. Apesar de ter algumas músicas em inglês, as que são cantadas na língua nativa são tão boas quanto. O álbum que nós ouvimos foi o WE ARE Kabul Dreams.
Mammut
                Boliviana, a banda Mammut, foca no rock. Suas músicas são todas no idioma do país. O álbum escutado foi o Barbarie.
Desmod
A banda da Eslováquia foi um alívio, após de desistir do Egito (a mulher cantava gemendo), estávamos com medo de encarar países tão desconhecidos musicalmente, mas Desmod apareceu com esse rock leve e salvou. Vyberovka, foi o álbum escolhido. 
Fossils (Rupam Islam)
Fossils foi uma surpresa boa: a banda é da Índia e toca rock. Apesar do idioma bem estranho, a melodia consegue ser bem agradável aos ouvidos. O álbum foi Fossils 4.
Musiqq
Direto da Letônia, o duo que compõe Musiqq toca pop e R&B, que é mais o meu gênero preferido, então foi uma das mais fáceis. O álbum: Silta Sirds.

                Esse projeto me trouxe outra visão da 1ª arte, de que podem existir muitas coisas diferentes ao redor do mundo e coisas parecidas com o que nós estamos acostumados.
Queria indicar outras bandas (foi muito difícil selecionar só essas) mas não caberia em uma postagem, portanto, vou deixar a playlist criada no Spotify aqui embaixo pra vocês apreciarem.

8 de abril de 2016

WORKSHOP: Jornalismo Ambiental da Rede Biomar.

Quando comecei o curso de Jornalismo, eu sabia muito pouco sobre as vertentes da área, desde então eu tenho buscado conhecer e me atualizar sobre elas pra saber em qual me encaixo melhor. Então apareceu essa oportunidade de participar de um workshop sobre Jornalismo Ambiental com convidados da Rede Biomar, que consiste em projetos patrocinados pela PETROBRAS que tem por objetivo a conservação da biodiversidade marinha no Brasil.
O jornalista ambiental tem o dever de disseminar informações acerca do meio ambiente, no qual ele e todos nós estamos. As pautas incluem a cobertura de eventos ambientais, de instituições responsáveis por pesquisas e fatos, das políticas públicas para a área ambiental, campanhas de conscientização são de responsabilidade desse profissional. Ele deve buscar as informações em artigos científicos, contato telefônico com cientistas da área, com os projetos de proteção ao meio ambiente, deve-se ter a coragem de ir contra todos os modelos ultrapassados, batendo de frente com interesses econômicos, políticos e empresariais, de corporações e particulares que ao se sentirem ameaçados vão tentar calá-lo.


Nos foi apresentado temas relacionados a projetos ambientais e comunicação e cada representante falou um pouco das suas especificações. O Projeto Albatroz, por exemplo, busca a criação, inovação e divulgação de métodos de proteção aos Albatrozes, que morrem em quantidades absurdas em alto mar. Com medidas de segurança que acabam facilitando a vida dos pescadores, também, os Albatrozes ficam distantes das iscas de pesca e não são fisgados pelos anzóis. A importância do jornalismo ambiental nesse projeto, é propagar a relevância desse ato de proteção aos animais, para pessoas que não estão ligadas ao mar e a pesca.
A Ecosurf Brasil, é um projeto que virou uma página no Facebook que buscar empoderar o surfista para atuar a favor do meio ambiente, com foco nas praias, rios e oceanos. Surgiu na busca pela conscientização do surfista com as praias, a página se tornou a maior do mundo no ramo. O representante, diz ter escolhido as redes sociais para a divulgação de materiais por ter um alcance maior e melhor. Ainda deu dicas de como atingir resultados na propagação de conteúdos ambientais e elencou criatividade, leitura social, conhecimento de causa e senso crítico como alguns dos elementos.
O mar é muito prejudicado, devido aos efeitos climáticos, poluição, pesca e outros tantos problemas relacionados. Pensando nisso, é inviável que não se proteja áreas marinhas, afinal grande parte do oceano ainda nem foi explorada, então não podemos destruir a que conhecemos. Então, com a educação, sensibilização e divulgação é possível a criação e implementação de áreas marinhas protegidas com zoneamento de áreas específicas para cada coisa que se faz no oceano.


Enfim, o workshop foi bem esclarecedor nas questões, conseguimos entender um pouco mais dessa área, que não é tão divulgada e infelizmente pode passar despercebida. É muito legal perceber e sentir essa responsabilidade, sabe? Sendo Jornalista, você tem o dever de informar ao mundo do que acontece, e vendo essas alterações climáticas e todos esses problemas que causam, é necessária uma exposição de conteúdo, para que não fique restrito somente às áreas ambientais, mas se espalhe pelo mundo!
Porém, por mais que a área seja muito importante, não consegui me identificar com ela, é interessante, mas não é algo que eu gostaria de viver todos os dias.

Para saber mais:

PROJETO ALBATROZ
Facebook: facebook.com/palbatroz
Site: projetoalbatroz.org.br

ECOSURF BRASIL
Facebook: facebook.com/ecosurfoficial
Site: ecosurf.org.br/site